Não repara a bagunça
Não sei se você é mulher, mas se não for já conheceu alguma que fez algo parecido com o que fiz hoje. Cheguei mais cedo no trabalho e fui arrumar minha bolsa. Fui tentando ajeitar pegando as coisas uma por vez mas, não deu muito certo, porque as que permaneceram na bolsa mudaram de lugar, se misturaram mais ainda e eu não sabia mais qual papel já havia aberto ou não. Então despejei tudo em cima da mesa. A minha mesa que antes estava toda arrumada, com o material de trabalho em ordem, agora estava um caos.
Conforme fui selecionando o que jogar fora ou armazená- lo em outro lugar, me veio a palavra que um dia ouvi em algum lugar: "para arrumar é primeiro necessário bagunçar". Com isso passei a lembrar- me de situações que vivi.
Ás vezes achamos que já superamos determinadas situações e seguimos nossas vidas, porém nem sempre isso implica que houve a cura completa, e nem muito menos que perdoamos quem as causou, principalmente se fomos nós os causadores da nossa própria dor.
A situação pode estar bem camuflada, aparentemente insignificante e superada, até que um dia de forma inesperada tocam no assunto e você não consegue nem calar- se e nem falar sobre, sem que aquilo te cause dor ou que fales mal ou de forma inadequada sobre outrem.
Dai vem a vozinha no pé do ouvido dizendo que isso ainda meche contigo. Quer dizer, as vezes damos a falar que não dá para ouvir nem que o estamos falando, que dirá uma voz sábia no ouvido.
O que fazer então? Primeiro é bagunçar tudo por dentro mesmo, e se auto analisar no que ainda te causa dor. Sempre funciona de cara? Não! Mas, pode acontecer. As vezes, outra situação da vida bem diferente daquela que passastes te fará ver isso, ou as vezes uma simples análise resolva, como disse. Uma ajuda psicológica também é muito válida, e sobretudo clamar ao Senhor que te mostre e te ajude.
Depois desse processo difícil e doloroso aquela dor vai passando e você passa a se libertar das cadeias que te prendem, passa a respirar e sua necessidade de "descarregar" reclamando e etc, nem existe mais, ou se existir você consegue resistir a ela.
Acredite, quando você menos esperar já arrumastes tudo na bolsa, ela estará limpa por dentro e por fora e sua mesa prontinha para você começar a trabalhar.
Tamires Rocha
A coluna de segunda, "Presentes", publica textos de nossos leitores e não expressa necessariamente a opinião deste site. Se também deseja que seu texto seja publicado, envie-nos para o e-mail worksolteiros@gmail.com.
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segunda-feira, 30 de outubro de 2017
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Presentes
Porque eu NÃO sou feminista!
Na verdade faz vários meses que eu senti a necessidade de escrever esse texto, mas queria ter certeza sobre algumas dúvidas que permeiam o meu coração. Eu cresci ouvindo acerca de ter uma independência financeira, mas ao mesmo tempo sempre fui ensinada sobre a importância do casamento e o papel da família na vida da mulher. Essa vivência infanto-juvenil foi fundamental no meu processo de concepção enquanto mulher.
Em minha grande família pude crescer vendo diversas mulheres fortes que são belos exemplos de feminilidade e domesticidade, sempre pude me prender nisso, mesmo vendo que ao mesmo tempo essas mulheres de alguma forma pareciam injustiçadas pelo labor doméstico ou por uma má escolha de parceiro. Onde estava Deus? Como podem ainda essas mulheres serem submissas a essas situações?
Ao passar dos anos pude ver discussões mais palpáveis sobre direitos femininos, mas nunca cheguei a militar esse tipo de causa. Porém uma coisa me inquietava: por que as pessoas, principalmente mulheres, se transformam tanto ao ingressarem no ensino superior público? A liberdade sexual sempre está atrelada a essas mudanças, discursos cada vez mais egoístas, não existe muito mais o nosso, mas a pauta sou eu, ou melhor dizendo, a classe na qual estou inserida. Não vamos mais nos calar, a mulher tem voz, ela pode ser o que ela quiser. Mas será mesmo?!
Não é difícil entender porque o feminismo ganha mais adeptas todos os dias, é só ligar a televisão no jornal do fim de tarde, teremos dezenas de mulheres mortas ou agredidas por seus companheiros e, na real, alguém precisa fazer algo para mudar a realidade das nossas mulheres. E agora quem poderá nos salvar? “Eu, o feminismo!”.
Fiz uma pesquisa na minha página pessoal do Facebook, onde perguntei o motivo das pessoas se intitularem feministas, as respostas seguiram a mesma linha de pensamento, mas infelizmente o resultado que eu obtive não foi satisfatório, eu esperava mais respostas, talvez de pessoas que realmente leram O segundo sexo de Beauvoir. A maioria das respostas falaram do tal patriarcado e que acreditaram na equidade entre os sexos, teve uma pessoa que citou algo correspondente a realmente se amar através do feminismo por entender o seu papel na sociedade. O meu questionamento para você leitora é: mas se o feminismo é tão paz e amor por que não “posso” ser cristã e feminista? Ou melhor ainda, onde está o problema em buscar um salário equivalente ao de um homem trabalhando a mesma função e em mesmas quantidades de tempo?
A pergunta cerne seria “qual o problema com o feminismo?”. Se você conhecer um pouco das principais difusoras do feminismo e você for uma conhecedora das Escrituras, essa resposta pode ser compreendida com maior facilidade, mas caso não seja, vamos conversar um pouco sobre o feminismo em uma perspectiva histórica e bíblica.
Para conseguirmos um melhor entendimento vou tecer comentários sobre as três ondas do feminismo de uma forma honesta, porém modesta. Existe um pouco de confusão, mesmo porque a dissociação do feminismo entre a Europa e EUA é bem clara inicialmente, depois elas se entrelaçam e os posicionamentos se tornam semelhantes.
Antes de detalharmos a sequência histórica, quero dizer que particularmente acredito que existem vários princípios perigosos no feminismo. O primeiro é o resgate a filosofia humanista onde tira-se a necessidade do homem de um Criador e o torna um personagem central onde os seus anseios e realizações pessoais é o que realmente importa. O que se relaciona muito distante da cosmovisão cristã, ou seja, da forma como a filosofia cristã se relaciona com o mundo e com o indivíduo. Associando aos perigos do feminismo ainda sinalizo a instaurada guerra dos sexos, abandono da legitimidade do casamento, questões pró-aborto, liberalização sexual fora e dentro casamento, questões que nem preciso sinalizar com anti-bíblicas.
Bom, historicamente as mulheres foram inicialmente subjugadas e maltratadas. No ano de 1776, uma mulher não feminista chamada Abigail Adams pediu ao seu esposo para que ele reconhecesse as mulheres civilmente, por ele ser influente na época, mas isso não teve resultados, ela queria direitos civis, pois naquela época a mulher depois de casada perdia a voz socialmente e era tratada como um escravo. Acredito que foi importante esse relato porque mesmo ela não obtendo resultados, vemos que ela lutou por algo legítimo e que não precisa ser feminista para lutar pela sua valorização, mulher.
A primeira onda é caracterizada por lutar por direitos civis, entre eles o voto, luta justa na qual garantiu uma herança maravilhosa para a geração atual de mulheres. Sua principal protagonista foi a Elizabeth Candy Staton, porém além de direitos justos essa onda tem uma nuance que ataca o cristianismo e coloca a igreja em um papel de vilã nas lutas de gênero, propondo inclusive uma reforma no cristianismo.
O grande erro é justamente esse, porque historicamente o protestantismo traz uma valorização do casamento e do papel da mulher na família, a colocando em uma posição de equidade no casamento, “Se o esposo e a esposa falham em amar um ao outro acima de todo o mundo, eles não somente ofenderam um ao outro, mas também desobedeceram a Deus” (Edmund Morgan).
Já a segunda onda é estrelada por dois ícones marcantes, Simone de Beauvoir e Betty Friendan. Elas desenvolveram literatura no mesmo período histórico, Beauvoir com O segundo sexo na Europa e Friendan com A mística feminina nos EUA.
É muito difícil falar de Simone e não falar de Sartre, os dois foram muito influentes com a sua filosofia libertária e ambos afirmavam a importância de um relacionamento fora dos padrões de fidelidade e com uma completa liberdade individual. O seu livro, O segundo sexo, trata a condição subordinada da mulher, na qual, segundo ela, era apenas a sombra de um homem, tratada apenas como um objeto, talvez ela afirmasse isso com tanto vigor porque para Sartre (a quem ela dedicou a vida, mais do que qualquer outra coisa) ela não passava disso.
Em 1953 O segundo sexo foi traduzido para o inglês e chegou aos EUA, mas nesse período as mulheres norte-americanas se preocupavam com questões mais triviais, como o tédio que a dona de casa estava passando nos seus lares. A Mística feminina de Betty, trata a questão do significado feminino, segundo ela, existe um problema que não tem nome, a mulher não se sente plena sem a sua carreira, a vida domestica para ela é um desperdício do potencial feminino, como também, um papel de menor importância em relação ao papel masculino. Ela também foi a cofundadora do grupo de ação política pró-aborto.
Por fim, temos a terceira onda chamada de sexo-radical ou sexo-positivo, geralmente quando uma pessoa vai falar bem do feminismo nunca cita essa onda, mas sim, ela existe e ela vai de encontro a muitos preceitos bíblicos. É na terceira onda que surge a vulgarização feminina, o advento de indústrias pornográficas, além de ser o momento de empoderamento, as chamadas Girls Power ou campanhas como “my body, my rules”. Sensualizam mulheres e as tratam como fêmeas no cio, mulheres são expostas como carne no açougue, na verdade, acredito que aí sim começa a tal da cultura do estupro.
Não, o feminismo não me representa! Sei que existem homens maus que maltratam, mas para isso existem leis e diversas formas de episteme para essa mulher ferida se encontrar e se amar. Só Cristo pode restaurar corações partidos a beira de um poço, como Ele fez a Samaritana sedenta (João 4) que mesmo tendo vários relacionamentos ainda precisava de se amar, ainda precisava de um Salvador.
Porém todas nós precisamos de Cristo, precisamos da sua luz e sua redenção que nos faz livre das mazelas mundanas. Ainda podemos observar que uma característica forte do feminismo é a super valorização da mulher e mesmo tendo funções sociais diferentes, para Deus homens e mulheres possuem igual valor.
Dizendo adeus e me desculpando pela a extensão do texto, um abraço a todas! Manda o link para as amigas feministas cristãs, um beijo e até a próxima,
Referências:
McCulley, C. Feminilidade radical: fé feminina em um mundo feminista. São José dos Campos, SP: Fiel, 2017.
PEACE, M. Mulheres em apuros: soluções bíblicas para os problemas que as mulheres enfrentam. São José dos Campos, SP: Fiel, 2010.
domingo, 29 de outubro de 2017
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Isabely Santos
Rabiscos de Sábado: Irmãos que se tornam amigos
Atenção: esse texto não é
essencialmente indicado para filhos únicos (rs)! Ressalva feita podemos começar
nosso papo sobre aqueles que pegam suas coisas sem pedir, são inconvenientes
quando você leva seus amigos e/ou aquela pessoa especial na sua casa pela
primeira vez, rivalizam pra ver quem vai comer a coxa da galinha assada nos
almoços de domingo, dividem o espaço e a atenção dos seus pais contigo e as
vezes parecem uma pegadinha da vida pra te lembrar sobre a importância de
cultivar a paciência no seu jardim. Irmãos... Se você tem, já deve ter vivido
momentos em que perguntou ao Senhor o porque de não ter sido a única herança
dos seus pais.
Dedique-se a conhecer os seus pais.
É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu
passado. E possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar
no futuro. Entenda que amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Filtro Solar – Pedro Bial
Mesmo que no cotidiano o relacionamento entre irmãos não seja um “mar de rosas”, ninguém pode negar que eles são um laço forte entre o que fomos e seremos quando pensamento na família. As vivências na mesma casa mostram o melhor e o pior de todos nós, logo, é fácil compreender superficialmente o porquê de muitos irmãos terem relacionamentos nocivos, onde magoas e diferenças são alimentadas constantemente. Eu e minha irmã temos uma diferença etária de 19 anos, fato que contribuiu para que nossa relação seja mais fraterna do que de rivalidades por atenção e espaço, diante dos afetos e cuidados da nossa mãe. Mas isso não quer dizer, que o estilo paz e amor, sempre foi a linguagem do nosso relacionamento. Lembro-me como se fosse ontem, da dor que eu sentia quando ela decidia fazer trancinhas em todo meu cabelo, bem como, creio que ela nunca esquecerá meus ataques de sinceridade em público e da minha insistência em mantê-la acordada, depois do almoço e antes de voltar ao trabalho. Mas, em nosso caso, as memórias positivas e divertidas são infinitamente maiores em quantidade e no valor que dedicamos para cada uma delas.
Fazer uma verdadeira guerra, por
causa de situações extremamente simples, como qual o melhor lado pra tirar
pedaços do papel higiênico, é um dos tons do relacionamento entre irmãos, mas
de modo geral é possível que em cada família os filhos possam ser amigos e cúmplices,
inspirando uns aos outros no desenvolvimento de talentos e habilidades. Ciúmes
e disputas podem ser transformadas em cooperação e amizade. A Bíblia nos diz
muitas coisas sobre amigos que se tornam irmãos, mas fazer com que nossos irmãos
sejam mais que parentes e desfrutem do melhor de nós, através da nossa
confiança e senso de humor, sempre ativos no palco onde amizades são
desenvolvidas, precisa ser uma escolha de fé e ação consciente de que, mesmo
havendo individualidades e diferenças, nossos irmãos e irmãs também são alvo do
amor descrito em 1 Coríntios 13: 4-7:
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece. Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Não estou fazendo uma apologia
sobre uma mudança impossível de ser feita. Compreendo que cada caso tem suas
peculiaridades, mas podemos buscar estratégias inspiradas pelo Senhor, a fim de
que relacionar-se com a família não seja sempre uma obrigação social e, sim uma
escolha racional e cheia de sentimentos e memórias positivas. A palavra nos faz
um convite, diante da necessidade de suportarmos e perdoarmos uns aos outros
mutuamente, assim como o Senhor nos perdoou (Colossenses 3: 13). Busque sabedoria por meio da oração, pedindo
ao Senhor que as situações que fizeram muros no lugar de pontes, entre você e
seus irmãos, sejam transformadas em oportunidades para o plantio do perdão,
misericórdia e graça. Quando pensamos em família, antes tarde do que mais tarde
ainda... Comece agora e colha entre seus irmãos novos amigos!
Beijos e Queijos,
Gratidão ao Guilherme
Bandeira, pela liberação do uso de seus cartoons nos meus "Rabiscos de
Sábado: Razão x Emoção". Conheça mais deste trabalho
em https://www.facebook.com/objetosinanimadoscartoon/.
sábado, 28 de outubro de 2017
Nada vai me separar de você - Deise Jacinto e Márcio Franks #fridaysong
Sexta-feira é dia de quê? Isso mesmo! De #FridaySong! E essa musica "lomântica" também é linda viu, vem ouvir com a gente! #SoltaosomDJ!
Foi um dia tão bom quando te vi
E percebi que o tempo voava pra perto de ti
Tanta coisa aprendemos, nos ensinamos a viver
E hoje diante de Deus eu quero te prometer
Nem altura, nem profundidade
Nem a distância ou tempo
Me farão desistir do amor que eu tenho por ti
E se fraca ou desanimada eu estiver de repente
Teu sorriso me trará a certeza
Que nunca estaremos a sós
A certeza do amor que Deus tem por nós
Tanto tempo esperei pra celebrar
Esse momento tão lindo
Assim como do amor de Deus
Nada pode me separar de você
E hoje, diante de Deus eu quero te prometer
Nem altura, nem profundidade
Nem a distância ou tempo
Me farão desistir do amor que eu tenho por ti
E se fraca ou desanimada eu estiver de repente
Teu sorriso me trará a certeza
Que nunca estaremos a sós
A certeza do amor que Deus tem por nós
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Tag :
#fridaysong
Mais mil passos
"E, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas." (Mateus 5:41)
Ser obrigado(a) a caminhar a primeira milha não é nem um pouco confortável. Sim, porque se fui obrigada não é porque eu queria fazer aquilo. Dizem historiadores que soldados romanos tinham o direito de obrigar um cidadão e sua família a carregar suas armas e outros fardos por uma distância de mil passos. Você está ali, seguindo sua trajetória e de repetente: "- Ow, para tudo que está fazendo e venha carregar meu peso e seguir o meu caminho".
Eu realmente não acho esta ideia muito amigável. Andar muito para mim não é uma coisa ruim, eu gosto, mas preferencialmente sozinha ou acompanhada de um bom amigo. Andar um monte com alguém que não desejamos é uma grande renúncia. Mas não poucas vezes eu precisei parar minha vida, mudar minha rota para segurar a barra de alguém. E na verdade, quando lembro das vezes que fiz isso, não lembro de ter prejuízos na minha própria estrada.
Só que o desafio agora é bem maior. No contexto de um sermão (aquele da montanha) em que Jesus ensina como deve ser um cristão, Ele começa a derrubar a ideia de vingança. Ele fala de sede de justiça, mas também refaz o conceito de justiça. Não mais olho por olho. "Eu, porém, vos digo que não resistais ao mau" e começa uma lista de como reagir àqueles que não nos fazem bem - ou que não são tão bons quanto a gente queria. Uma lista à qual nossa carne não tem a mínima predisposição de seguir. Dê a outra face, dê mais do que ele quer de você, ame, não fuja de quem quer tomar emprestado (meus livros, socorrooooo!).
E ainda tem essa de andar a segunda milha. Mil passos. Dois mil passos. Muitos passos. Não é simples por em risco nossos compromissos, planos e prazos para subjugar-se em amor e perdão às necessidades de outras pessoas. Não, não é fácil continuar andando lado a lado. Afinal já andamos a primeira milha, já cansamos e pelo visto, não adiantou muito. Agora vem mais uma milha inteira. E não adianta correr, tentar apressar as coisas. É para andar, e andar junto. Sem limites de custos - 70x7!
Mas Jesus não ensina nada sem ter Ele mesmo vivido isso. E se quisermos continuar no Caminho, teremos paradoxalmente que mudar de rota. Alguns vezes, vai ser necessário passar por "Samarias", voltar à sua parentela e até andar pela via dolorosa. Uma, duas milhas...
E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. (Lucas 9:23)
Ósculos peregrinos,
Iky Fonseca
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
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Iky Fonseca
Cartas Vivas
Conectei-me a uma nova perspectiva de vida e de prioridades. Raiou em mim algo que sou incapaz de nomear. Uma sensação desconhecida até então e uma convicção de que se gerou uma nova vida/história.
Há uma espécie de alegria imensa que se externou demais e nem todos a compreenderam, ainda estou me moldando a realidade. Constantemente ouço "Não parece que de fato você está aqui."
Um júbilo em virtude da tristeza, deparei-me com mortos que apenas vivem.
O júbilo resplandeceu!
Lembrei-me de uma promessa feita por um amigo que é fiel para cumprir.
"Os corações se alegrarão e ninguém a tirará. A mulher que está para dar a luz, sente tristeza, sua hora de sofrer chegou. Depois de ter a criança nos braços, já não se lembra mais da aflição, só sente prazer. Assim, agora vocês estão tristes mas essa tristeza se converterá em alegria."
Eu apenas cri, e novos sonhos se despertaram, e os mortos foram vivificados. Eu cri e semblantes contristados deram lugar a sorrisos e perspectiva de vida.
Retornei e compartilhei essa experiência missionária. Contei as maravilhas, e pessoas se impactaram com a bondade do Pai; relatei a miséria e a realidade desconfortável de se ouvir e simultaneamente curiosa, e dúvidas foram levantadas a respeito do Seu caráter invariável.
É usual focar no cenário de sofrimento e não glorificar tanto os prodígios. Adaptar atitudes humanas ao caráter divino, denominar efeitos da desigualdade a "vontade de Deus". Referir-se ao seu perfeito amor como condicional e designar uma comunidade a "castigada por Deus."
Sua humildade nos viabiliza a reproduzir seus atos e nos garante confiança para sermos Jesus para alguém, ainda que na condição humana e falha. Na sua simplicidade há a dádiva de evoluir.
Sua doçura e cortesia me revelaram seus sentimentos. Ele chora diante da aflição de suas criações, chora por não o permitirem em todos os lugares. Chora por quem se veste de religiosidade e manipula a cruz para exteriorizar o desejo de condenar.
A cruz valoriza, jamais condena, expressa vida, considera o ser e não o realizar.
Valoriza o santo, o excluído, as más-companhias, a prostituta.
Lorraine Wolf
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segunda-feira, 23 de outubro de 2017
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Presentes
Rabiscos de Sábado: Afeto e/ou afinidade?
Jesus é o nosso melhor amigo!
Qual Cristão nunca ouviu isso? Desculpo-me, mas não é sobre o melhor de todos
que dedico minha escrita de agora. Hoje, e nos próximos três textos, falarei
sobre os amigos maltrapilhos, sabe?! Aqueles “velhos de guerra” e que são
verdadeiros baús de memórias antigas, aquelas que de alguma forma nos dizem que
de fato, a caminhada na fé nos mudou em muitos aspetos. Também incluo os de agora que nos inspiram e exortam,
com amor e dedicação são usados por Deus como as migalhas de uma fábula antiga,
que lançadas marcam a direção de volta para o lugar seguro que o Senhor
representa. O que, de alguma forma,
separa esses dois grupos de amigos?
As mudanças de ambientes alteram nossas percepções e gostos sobre
muitas perspectivas. Comida, vestimenta, música, padrão e escolhas amorosas...
Tudo isso pode ser revisto e modificado por nós, através da escolha de ir ou
ficar, independente de onde estejamos inseridos. Convertidos, recém-convertidos ou afastados da
vivência nas experiências que a Igreja oportuniza, já vislumbrarão os amigos de
ontem e os do agora, sem saber ao certo quem atravessaria cada fase da vida ao
seu lado, sendo quase que eternamente o amigo de amanhã. Afeto e afinidade,
entendidos e experimentados no desenvolvimento das amizades, representam o
equilíbrio ou a porção que faz a balança emocional inclinar para um lado
específico.
AFETO
substantivo masculino
1. sentimento terno de afeição por pessoa ou animal; amizade.
"seu a. por nós era patente"
2. p.met. o objeto dessa afeição.
"seu a. eram as filhas"
AFINIDADE
substantivo feminino
1. vínculo de parentesco originado no casamento; parentesco afim.
2. tendência a combinar-se.
3. coincidência ou semelhança de gostos, interesses, sentimentos etc. [...]
Fonte: https://www.google.com.br ou qualquer Dicionário de Língua Portuguesa
Além da definição cirúrgica, supracitada, interpreto tais pontos de um
modo mais peculiar. O afeto me conecta com a memória, cumplicidade,
experiências compartilhadas... Aquelas que são como um sapato velho que, sendo
calçado, ainda serve pra aquecer os pés, sabe?!
Os amigos de outrora, que em muitas situações tornam-se conhecidos pela
ausência de convivência cotidiana, cada um em sua justa medida, tem o meu carinho,
pois surgem no palco das lembranças e são alegria renovada em dias, por vezes
cinzentos. Em outro lugar emocional, percebo afinidade como a predisposição de
manter-se junto a outros que mesmo não sendo iguais, buscam os lugares onde
combinações são possíveis, através das semelhanças e interesses em comum. Creio,
firmemente, que tais parecenças ou predisposições para conhecer e até gostar do
que o outro tanto preza em seu universo particular, são o fermento que facilita
o começo de conexões entre indivíduos que, por meio da convivência regular,
podem transformar-se em novas e verdadeiras amizades.
Relacionamentos mudam e, muitas vezes, amizades que começam por
afinidade sofrem o desgaste do tempo e os ventos da mudança, transformando-se
em afetos alimentados de memórias revisitadas e não criadas. Sinceramente, não
vejo nisso nenhum problema impossível de ser experimentado com maturidade. Nem
sempre é possível viver uma amizade regada com afetos e afinidades, mas é
importante que o respeito às individualidades seja um instrumento para que o
reencontro com o amigo de ontem, não seja uma repetição de sinais frios e
olhares distantes. Sejamos gratos pelas
amizades de outrora, pois elas entre trancos e barrancos nos trouxeram até
aqui. E no agora, saibamos regar nossos
relacionamentos fraternos com afinidades e afetos sinceros, compreendendo que
tudo pode mudar, mas cada situação vivida entre aqueles que por meio da
amizade, nos amam em todos os momentos assemelhando-se a verdadeiros irmãos
(Provérbios 17:17), são formas de Deus estar presente e mostrar sua
misericórdia por casa um de nós.
Beijos e Queijos,
Gratidão ao Guilherme
Bandeira, pela liberação do uso de seus cartoons nos meus "Rabiscos de
Sábado: Razão x Emoção". Conheça mais deste trabalho
em https://www.facebook.com/objetosinanimadoscartoon/.
sábado, 21 de outubro de 2017





