Dia quente - Rodox #fridaysong ♫♥♪
Rodolfo volta à #fridaysong, mas desta vez com uma antigona da época do Rodox. Cara, releve a parte de "você é minha metade. Fora isso, a música é bem massinha. Play sim ou com certeza?
Eu sei quem escolheu a gente
Pra ser um corpo só
Só quem me conheceu doente
Vê como estou melhor assim
O tempo vem,
Se você deixa vir.
Eu acordei,
Bem pouco tempo antes de dormir.
Tivemos um dia quente
Tão diferente de onde ia estar
Onde eu passei
Você tentava me encontrar
Eu aprendi
Que prá reviver é só lembrar
Tivemos um dia quente
Se o fogo é bom eu deixo queimar
Se você está aqui
dormindo ao lado meu
É bem verdade você é minha metade
Se você está aqui como eu pedi a Deus
Vamos mudar de ar e caminhar como um só
Hoje eu vejo na parede
Quem sempre esteve lá presente
Como eu mudei
E ainda há tanto que mudar
Vivendo aqui
Ou em qualquer outro lugar
Teremos um dia quente
E muitos ainda vão esquentar
Se você está aqui
comigo ao lado meu
É bem verdade você é minha metade
Se você está aqui como eu pedi a Deus
Vamos mudar de ar e caminhar como um só
Confesso que andei perdido
Reduzido a pó
Sem chão pra cair
Das flores que eu olhei
Você é a mais perfeita que eu já vi
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
5 estágios do término de um relacionamento
Se existe algo que realmente mexe com a nossa vida é um relacionamento. Seja o início ou o término dele, provoca um avalanche de experiências, pensamentos, ideias, sensações, sentimentos e mudanças. Hoje eu quero conversar especialmente com as pessoas que viveram ou estão vivendo o término de um relacionamento, seja qual for o motivo (ou outra grande perda).
Peço licença aos profissionais da psique para tomar emprestado deles o "Modelo de Kübler-Ross", uma psiquiatra que estudou casos de pacientes com doenças terminais, descrevendo os "Cinco estágios do luto/perspectiva de morte" que se aplicam às perdas da vida e aqui vamos direcionar ao fim de um relacionamento:
1 - Negação e isolamento: esta é aquela fase em que a pessoa não quer sair de casa, conversar, não tem ânimo para nada e não aceita aquela condição. Neste estágio, não aceitamos o término, a forma como aconteceu, nos iludimos achando que é algo passageiro, corremos atrás, alimentamos todas as esperanças, pensamos que talvez não tenha sido bem assim e "ele(a) ainda gosta de mim". Geralmente nesta fase, não queremos nos desprender de tudo aquilo que nos liga à pessoa amada com inúmeras justificativas para enganar a nós mesmos: respeito, carinho, "não faz mal". Recorremos o tempo todo às lembranças física ou mentalmente. Outra faceta é a cantada em tantas músicas "a le Wesley Safadón", que são as fugas para fingir que não se importa: curtir, beber, ou para os cristãos, mergulhar numa intensidade de práticas religiosas fora do comum etc. etc..
2 - Raiva: neste estágio vem aquela raiva enorme: "Mas por que ele terminou comigo?" "Eu não merecia isso!" "Eu fui tão bom namorado" "Que vida injusta" "Ah, Deus, mas eu fiz tudo tão certinho" "Ele não presta!" "Do que adiantou escolher esperar, hã?" e seguimos esbravejando mundo a fora, totalmente revoltado(a). É a fase do "vou sair pegando geral!"
3 - Barganha: o mais "evangélico" de todos os estágios. Nele ficamos bem certinhos ou "bonzinhos" de novo para barganharmos conosco mesmo, com o ex e com Deus. É a etapa do "vou só olhar o perfil dela". Com Deus dizemos: "Pai, se der certo a gente voltar, não vamos mais fazer isso e aquilo", "vamos trabalhar juntos na obra" ou em outros casos: "se você me der outra chance, agora a gente casa" "a gente visita mais seus pais", "vou te elogiar mais", "vou ceder aos seus desejos".
4 - Depressão: ao se dar conta de que nem barganha, nem negação, nem raiva trouxe o relacionamento de volta, a pessoa evolui para um estágio de dor e tristeza mais profundo. É quando de fato começa a "cair a ficha". Vem o desânimo, apatia, choro, desesperança. "Nunca mais vou ser feliz de novo" "não vou amar outra pessoa assim" "ninguém é como ele(a)" (às vezes, não ter alguém como a pessoa perdida é a melhor notícia de todas, mas só lá na frente você se dará conta)
5 - Aceitação: já sem desespero e sem negar sua realidade, começamos a aceitar o fim daquele ciclo/relacionamento. É uma fase de paz e de recomeçar a caminhada, reaprendendo a viver, reconstruindo e recriando hábitos. Esta fase é real e eu creio que ela chegará em sua vida por mais que esteja parecendo impossível agora!
Os estágios do luto não são necessariamente todos (alguns passam por 2 deles, por exemplo) para todas as pessoas e quanto tempo cada um demora é relativo. Ao longo dos anos trabalhando no @worksolteiros, acompanhei histórias, além de minha própria experiência. Vi pessoas superarem seus "lutos relacionais" e serem felizes. Deus é restaurador de corações e o Espírito Santo, nosso Consolador. Se você está sofrendo, procure ajuda de pessoas sábias, tementes a Deus, assim como de profissionais que poderão te ajudar a conscientizar-se do estágio em que está e ajudá-lo a não ficar estagnado(a) nele, avançando para a aceitação. Deus é especialista em novos começos (que nem sempre é o que esperamos, mas é sempre muito mais excelente!)
Se você está vivendo esta grande dor, recomendo muito a leitura deste texto: Restaurador de S2
Ósculos de esperança,
Iky Fonseca
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
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Iky Fonseca
Pode falar Senhor. Estou escutando.
Vi a indicação do livro "Pode falar Senhor. Estou ouvindo." em uma anotação por aqui e comecei a pensar sobre isso. (Não sei o nome do autor..)
Antes de começar a estudar psicologia, pensava que escutar era apenas calar e prestar atenção no que o outro estava falando. Porém, depois estudando aprendi que ouvir é uma coisa, escutar é outra. A escuta passa pelo processo de silenciar também suas intenções, pré julgamentos, seus pensamentos, e até os que se referem ao que dizer depois que o outro terminar de falar. Silenciar pra si por alguns instantes e deixar sua atenção apenas no outro, de modo geral no que ele quer lhe dizer. Algo que nem sempre é fácil, mas que é possível e muito legal nos momentos em que acontece, pra ambas as partes. O ambiente costuma influenciar nas conversas entre as pessoas.
Dessa forma estive pensando nos montes. Na escolha de Jesus de sair dos lugares em que estava para orar em lugares sem muitas distrações. Um lugar propício para escutar a Deus.
Nossos montes não precisam ser necessariamente os montes literais, mas locais que facilitem nossa comunicação com o Pai. Pode ser um horário em que sua casa esteja mais tranquila, ou um momento desconectado das redes e pessoas em volta, uma viagem sozinho ou em grupo com o mesmo objetivo; um momento em que nossa atenção, nossos olhos e ouvidos estejam totalmente voltados para o céu. Deus tem todo o poder para falar com a gente em qualquer lugar, mas nós temos nossas dificuldades, nem sempre escutamos.
Muitos homens e mulheres que caminharam com Deus escutaram dele, nos seus "momentos de monte", coisas que transformaram suas vidas, como também as de muitas pessoas. Mas, por causa da ansiedade e coisas semelhantes, às vezes é um desafio aquietar o coração pra falar e escutar a Deus. "Aquieta minha'lma faz meu coração ouvir tua voz..." Conhece essa música? É linda..
"Tendo despedido a multidão, subiu sozinho a um monte para orar. Ao anoitecer, ele estava ali sozinho," Mt 14:23
Que os "momentos de monte" sejam mais frequentes (a começar dessa pessoa do lado de cá),
Bárbara.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
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Bárbara Uinan
Sapatos adequados, pés sem cicatrizes.
Dedico esse texto às garotas que amam sapatos, mas que
dedicam suas vidas ao criador dos nossos pés e guia dos
nossos passos.
Quero
lhes contar a história de uma garotinha e seu gosto peculiar por sapatos. Ela tinha
cerca de sete ou oito anos de idade, sua mãe havia lhe presenteado com um tênis
vermelho, ele tinha algumas pequenas flores em sua superfície, era o tênis mais
bonito que ela já tinha visto, deveria ser rosa, mas tudo bem, ela aprenderia a
gostar de vermelho. A partir daquele dia não havia outro sapato em sua
sapateira, o tênis vermelho servia com todas as roupas e era usado em todos os
lugares, mesmo que suas irmãs discordassem disso.
O tempo
foi passando, o tamanho do seu pé não era mais o mesmo, porém o tênis
continuava perfeito, apesar de tão utilizado. Sua mãe decidiu doar o tênis, mas
a teimosa menina, como sempre, discordou, afirmando que o tênis ainda lhe
servia. Começou a encurvar os pés para se adequar ao tênis e a andar
lentamente, pois os dedos estavam calejados e doloridos. O tênis ficou velho e
foi para o lixo.
Nove ou
dez anos se passaram, a garotinha agora era uma adolescente, ainda apaixonada
por sapatos, mas agora preferia os saltos de 15 cm ao tênis vermelho. Sua amiga
iria se casar, era do grupo jovem da igreja, todas as garotas estavam ansiosas
para o grande dia. E como toda ocasião especial merece um sapato especial, lá
estava ela, admirando os sapatos expostos na vitrine. Bastou um olhar, ele era
lindo, combinava perfeitamente com o vestido, caberia no orçamento da sua mãe,
perfeito, era “o sapato”. A menina só esqueceu que talvez ele não coubesse no
seu pé. Por que não, se era exatamente o número que ela calçava? Bastaram 5
segundos e uma rápida andadinha em frente ao espelho, não existiria no mundo um
sapato mais adequado.
Chegou
o dia da cerimônia, a menina demorou tanto se arrumando que chegou atrasada e
não encontrou assento na igreja. Não demorou muito para que ela percebesse o
quanto aquele sapato a incomodava. Ela torcia para que aquela cerimônia
chegasse ao fim, acho que nem o noivo estava tão ansioso para o esperado “eu os
declaro marido e mulher”. Durante a festa, a menina ficou paralisada como um
poste, sentia muita dor nos pés, olhava para o sapato e se arrependia de tê-lo
comprado.
Agora acho que devo uma explicação sobre o porquê dessa história. Bom, essa garotinha era eu, hoje, tão teimosa e amante de sapatos como antes, muitas vezes insisto em levar para casa diversos pares que não se encaixam perfeitamente em meus pés. Porém esses sapatos possuem nomes, eu os chamo de “MINHA VONTADE”.
Eu
contei a história desses sapatinhos para lembrá-las que todas as vezes que
olhamos as coisas sob a nossa perspectiva, que esquecemos que existe um Deus
soberano que tem pensamentos de paz a nosso respeito, e que desejamos que as
nossas vontades sejam realizadas, mesmo quando não sabemos se é a vontade do
Pai para as nossas vidas, calçamos sapatos que não se encaixam em nossos pés. A
princípio eles nos parecem perfeitos, mas com o passar do tempo, calçá-los se
torna algo doloroso. Quando escolhemos a nossa vontade, caminhamos lentamente,
ou até mesmo ficamos paralisadas, e quando isso acontece, não conseguimos
chegar ao centro da vontade de Deus, não prosseguimos para o alvo, porque
estamos estagnadas.
Recebemos
uma nova vida em Cristo Jesus, nossos pés não são os mesmos, por que
encurvá-los com o intuito de calçar sapatos que não mais lhes servem? A nossa
vontade não nos cabe mais. “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais
eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do
Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”(Gálatas 2:20). Hoje, a
minha oração é que ao olharmos as vitrines da vida, possamos nos lembrar do
sacrifício de Cristo, da sua maravilhosa graça, que desejemos unicamente a sua
vontade, crendo na sua soberania e na certeza de que a sua vontade é boa,
perfeita e agradável.
Jeremias nos lembra perfeitamente do perigo de escolhermos sapatos errados quando diz: “eu sei, ó Senhor, que não é do homem o seu caminho; nem é do homem que caminha o dirigir os seus passos”. Enquanto insistirmos em olhar para as vitrines confiando no nosso próprio entendimento, enquanto 15 cm a mais altura por alguns minutos custarem as cicatrizes de pés feridos e calejados por uma vida inteira, e enquanto a beleza do sapato for mais importante do que o caminhar, o caminho e o guia do percurso, não saberemos o quanto é prazeroso andar confortavelmente na presença de um Deus que se importa com a integridade dos nossos pés.
Que diante de tantas escolhas, deixemos o Pai escolher por nós, que nos deleitemos tanto no Senhor, ao ponto de que a nossa vontade se torne a vontade dele, assim Ele satisfará o desejo do nosso coração. Ele sabe o número que calçamos, a forma mais adequada, Ele conhece a cor que mais combina, afinal, Ele criou os nossos pés, portanto, deixemos que Ele dirija também os nossos passos.
Presente de Jaqueline Marques
segunda-feira, 26 de setembro de 2016
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Presentes
Sexo é presente de casamento
Havia um jovem que chamava atenção em sua comunidade de fé por ser bastante prestativo. “Não nego ajudar um irmão qualquer porque encaro isto como um serviço. Se for pra varrer templo, puxar cadeira, lá estarei”, dizia ele com um tom de voz que era notório perceber sua humildade. Garoto forte, tanto espiritualmente quanto fisicamente.
Certo dia mudou de cidade, foi para um lugar distante de onde morava para realizar um grande sonho seu, no qual passara anos batalhando para tal momento: o mestrado. Lá, pôde conhecer pessoas novas, fazer novos amigos, morou sozinho, aprendeu a cozinhar e a lavar roupa, conheceu uma garota ... sim, conheceu uma garota. “Menina gente boa”, dizia ele, enquanto ela pensava “quero esse cara”.
Claro, ele buscava a amizade dela e ela a amizade dele. Enquanto os dois se conheciam mais, ficava no ar um clima de “iiih isso vai dar em algo”. Então, em um dia qualquer, ela confessa que há um sentimento para além de amizade ardendo em seu peito. Ele diz o mesmo, mas que precisavam orar primeiro, situação que ela achou estranho. Nosso nobre jovem não conseguia tirar o sorriso da sua grande amiga de suas lembranças. O perfume dela era vivo em sua memória, estava quase convicto que estava apaixonado. Em outra vez que se encontraram, houve um jogo de indiretas e não resistiram, se beijaram. Quando a coisa estava tendendo para outros “afins”, para não dizer de uma forma mais direta, para o sexo, ele ouviu uma vozinha “não é amor não, é laço”, então nosso jovem deu um pulo, se deparou com sua companheira sem blusa e disse: “sexo é um presente de casamento. Desculpa, vou ter que ir embora”.
Parece ser algo óbvio ” ôh, claro que todo mundo sabe que só se deve transar após o casamento. Somos macacos velhos no evangelho”. Mas será que algum de nós pensaríamos nisto se por um acaso nos deparássemos com uma situação parecida? Será que é fácil recusar uma proposta dessa? Não falo apenas sobre homens, mas também sobre mulheres. Garotas, é fácil? Não é! Deus não nos fez com cérebros, hormônios e etc. para sermos assexuados, muito pelo contrário. O sexo é uma benção de Deus para nós, mas será que sabemos o que é sexo além de ser uma prática? Como não discutir um tema como esse com constância? Convido-lhe a participar do #worksix, que vai tratar sobre esta temática a luz da bíblica. Se Inscreva já !!!
Samir Santana
domingo, 25 de setembro de 2016
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Samir Santana
O amor é assim - Quarto Fechado #fridaysong ♫♥♪
Vamos abrir um pouquinho a porta do #QuartoFechado aqui na #fridaysong para dizer que O amor é assim, tem dias bons e ruins, mas ele é bonito assim. ^_^ (Por falar em Quarto Fechado, recomendamos super a banda, se por acaso você não conhece. O som dos caras é legal, letras massa! e não é banda de românticas não. É um rockzinho estilo. Chega de falar, =P play!)
Dia lindo pra ela dizer sim
Pirueta, se precisar eu faço
Cabelo pro lado, anel preparado
Meu bem, hoje nada vai dar errado
Vou fazer um clichê no dia dos namorados
Da última vez que a gente se viu
Foi tanto amor, que o céu se abriu pra nós
Da última vez que a gente se viu
Foi tanta sorte
Da última vez que a gente se viu
O pau fechou e nada sorriu pra nós
Da última vez que a gente se viu
Deu quase morte
Noite longa, melhor me esconder sim
Pirueta, nem ela me salva hoje
Cabelo puxado, um anel jogado
Meu bem hoje tudo vai dar errado
Vou dormir no sofá no dia dos namorados
É, o amor é assim, dias bons e ruins
Hora vem, hora vai, hora leva, hora trás
E não há como evitar a gangorra que faz
Do amor ser bonito assim
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
Nosso endereço, nosso apartamento...
Sabe aquela... Reflexão óbvia que te chama para realidade? (Se você achou que o complemento da pergunta era outro, a culpa não é minha =X) Dia desses tava, como de costume, rindo dos vídeos da Fabiolinda Melo no Youtube e me chamou atenção um em que ela contava sobre coisas da vida de recém-casada. Ela falava sobre ter tudo em comum com seu novo cônjuge - tudo mesmo.
Como diz a musga (que por sinal eu não gosto, rsrs, e provavelmente alguém cantou mentalmente ao ler o título deste post), quando você casa não existe mais "minha casa", "minha cama", "meu banheiro", "meu quarto"; sua nova realidade passa a ser: "nossa cidade, nosso telefone, nosso endereço, nosso apartamento".
Poiser. Talvez você seja uma pessoa "romantística" e esteja achando tudo isso lindo, mas para mim é um pouco confrontador. Sou o tipo de pessoa que mora dentro do quarto. Quase tudo que eu preciso está aqui (de onde converso com você agora). É MEU espaço, arrumado do meu jeito, meu santuário. É um privilégio ter um quarto só para você. Antes de minha irmã casar, dividíamos este espaço e não era muito legal. Lembro que na adolescência dela a metade do quarto era cheia de pôsteres de Xandy do Harmonia do Samba, e eu acordava vendo aquilo todo dia. Felizmente não desenvolvi traumas. =P É bom poder me trancar aqui, estudar, ler a Bíblia, orar quando eu quiser, ligar e desligar o ventilador a meu gosto.
Sei que casando isso tudo vai mudar. A divinamente louca matemática do casamento é a do 1+1=1. Então, como na igreja primitiva, vocês passam a ter tudo em comum: a família, o espaço, as contas, a rotina, os filhos. Você deixa de ser apenas eu (sem deixar de ser você, ser humano único no mundo, sem deixar de ter amigos próprios e momentos de saudável solitude), mas passa a constituir o nós. Me fascina perceber que "Nós", gramaticalmente, é também primeira pessoa como o "Eu", uma única pessoa, mas uma pessoa do plural. Cara, que fantástico! Juridicamente, sua certidão de nascimento dá lugar à certidão de casamento, é como se da união dos dois, nascesse uma nova e única vida, ambos ali agora registrados em um único documento. Biologicamente também esse mistério se torna real nos "serumaninhos" que geramos: dois escritos em um só código genético. "Tal ciência é para mim maravilhosíssima!"
Que Deus nos capacite a deixarmos todo egoísmo e aprendermos a ser um plural: respeitada a pluralidade, que vivamos a mais perfeita unidade no amor de Cristo.
Ósculos singulares,
Iky Fonseca
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
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Iky Fonseca






