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A maior história de guerra que conheço - Parte II
Era noite quando escutaram aquele prenúncio de derramamento de muitas lágrimas. Pela manhã, o servo do profeta levantou-se e viu que a cidade estava sitiada. Retornando, disse ao seu mestre: “Ah, que faremos? Eles estando vindo para cá!”. O profeta, confiante no seu Mestre, respondeu: “Não tenha medo, maior são aqueles que estão conosco do que os que estão com eles”. Maior? Nós somos apenas dois homens pacatos, eles são uma multidão treinada para matar quem se opõem pelo caminho - talvez tenha pensado aquele discípulo. Antes dele esboçar algum comentário sobre a situação, o profeta disse em voz tranquila em oração: “Eu lhe rogo, Senhor, que abras os olhos dele para que veja”. Então o criado viu que no monte onde estavam havia cavaleiros e carros de fogo ao redor deles. Quando o profeta percebeu que o inimigo se aproximava dali, disse: “Peço-te que eles fiquem cegos, que não descubram quem nós somos”.
Assim,
declarou o profeta aos homens: “Não é este o lugar que procuram, sigam-me que
vou guiá-los até o homem que buscam”. Impressionado, o servo seguiu também,
ansioso para ver o que aconteceria, mas pouco apreensivo com medo de que
descobrissem quem eles eram antes de chegarem à cidade e estarem a salvo.
Quando chegaram a Samaria, o profeta, mais uma vez, orou: “Senhor, abra os
olhos destes homens para que vejam”. Eles olharam em volta e se deram conta de
que estavam no meio da cidade inimiga. Nada poderiam fazer, estavam cercados
por israelitas.
Aproximando-se o rei de Israel, perguntou ao sábio profeta: “É
nossa oportunidade de matar a todos eles?”. O profeta disse: “Majestade, não os
mate. Matarias aqueles que tomaste cativo com vossa espada e vosso arco?”.
“Tens razão”, replicou o rei. “Sábias palavras, meu caro vidente”, disse o rei
enquanto ouvia atento os conselhos que só poderiam ter origem no Senhor dos
Exércitos. “Então o farei”. “Cavalheiros!”, disse o imponente rei, venham a um
banquete preparado especialmente para vocês. Hoje comeremos juntos, quero que
saibam que não há motivo para guerra, que embora tenhamos lutado durante anos,
esse momento é para todos nós, uma ocasião singular e não mancharei com o
sangue de ninguém.
Houve um vasto
banquete. Atônitos que estavam desde que chegaram, os soldados sírios ficaram
ainda mais pasmos quando perceberam que aquele banquete não era uma miragem ou
o início de um sonho trágico, mas uma estranha e prazerosa realidade. Comeram,
beberam, e voltaram ao seu rei. A partir deste dia, nunca mais foram
registrados nas crônicas do rei de Israel o ataque pela Síria. Nunca mais
vieram as bandas armadas da Síria à terra israelita.
Que
história! Ter o inimigo “na palma das mãos”, aqueles que tanto nutriram ódio
por você, e antes de dar-lhe o pago merecido, deu-lhes benevolência, honra,
perdão. Essa linda história de guerra, da guerra que virou banquete, pode nos
dar a chave para nossos relacionamentos. Certamente, um inimigo vencido espera
a morte, não espera nada de bom daquele que o venceu. No entanto, ao quebrar
com essa expectativa, conquista-se um exército inteiro, uma nação, um rei. Se
um rei sedento por sangue teve sua ira aplacada, quando mais aqueles com os
quais nos relacionamos. No auge do estouro de uma guerra, ofereça um banquete.
Dê ao outro o que ele jamais esperaria, sua humildade, seu reconhecimento de
quem ela(ele) é para você. “Convide-o para uma linda refeição.” Os dois não
irão apenas saborear delícias ao paladar, poderão conhecer a doce paz de viver
na harmonia vinda direto do Senhor dos Exércitos.
segunda-feira, 17 de março de 2014
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A maior história de guerra que conheço
Há
incríveis relatos de guerra ao longo da História. Guerreiros fortes que lutaram
até a morte por um ideal. Outros que com tão poucos soldados venceram grandes
exércitos, valentes guerreiros foram quase lendários, tanto pela resistência
que tiveram, como pela honra que demonstraram à sua nação. Quem nunca se
impressionou ao ouvir relatos como dos 300 de Esparta, ou os 300 de Gideão...
Porém, para mim, a mais surpreendente história de guerra foi a de uma guerra
que não aconteceu.
Era um
período difícil, os povos da Antiguidade viviam em guerra - matava-se ou
morria, sempre era caso de vida ou morte. Essa incerteza rondava reis, seu
exército e o povo que desejava um basta na ansiedade por não saber se amanhã
sua amada terra seria invadida por homens cruéis. Que glória era voltar de uma
guerra a salvo, que satisfação era poder descansar sabendo que seu inimigo foi
vencido (pelo menos por um longo período). No entanto, nada se compara ao
relato da guerra que deixou de ser um derramamento de sangre e lágrimas, por
algo oposto a um massacre...
Certa
ocasião, quando o rei da Síria havia declarado guerra a Israel, ele suspeitava
que um dos seus próprios soldados era espião ou traidor. Toda vez que o
exército sírio montava acampamento para atacar Israel inesperadamente (que
excelente estratégia de guerra!), eles se frustravam, pois Israel jamais
passava por ali. Várias vezes isso acontecia, então o rei da Síria ficou
perturbado: “Digam-me quem de vocês está do lado do rei israelita!”.
Entretanto, um dos seus servos declarou-lhe a verdade: “o fato é que há um
profeta, para os lados de Israel, que declara ao rei deles os segredos de
guerra que vossa majestade conta para seus homens de maior confiança. É ele
quem alerta ao nosso inimigo a não passar por onde nos instalamos.”. O rei pode
apenas dar uma ordem, em um tom severo e cheio de fúria: “Prendam a este
profeta! Reúnam nossos melhores soldados, tomem os carros e cavalos, quero a
cidade principal deles sitiada ainda hoje!”.
O rei de
Israel nada sabia a respeito, desta vez parecia que todos iriam sucumbir pelas
mãos violentas de um inimigo cruel. O sábio profeta estava em uma colina em
Dotán, quem sabe instruindo ao seu servo, contando-lhe suas experiências, de
como ser amigo d’Aquele que é mais poderoso que mil exércitos de cavaleiros,
Ele que é tão maravilhoso, que “nunca narra a história da vida” do mesmo jeito,
sempre nos dá um final surpreendente. Repentinamente, escutaram um ruído, que a
cada momento se tornava mais alto. Era um barulho que fazia seus corações acelerar,
seu sangue gelar, sua alma tremer, não restavam dúvidas – um exército
inumerável se aproximava.
Quantas
vezes em nosso dia-a-dia nos deparamos com situações semelhantes ao prenúncio
de uma guerra? Pessoas levantam-se contra nós, e a situação parece ser tão
complicada, que nos sentimos acuados como prisioneiros de um exército. Há
piores momentos que esse? Sabemos que somos inocentes quanto ao fato, mas há
falso testemunho a nosso respeito, e o pior, não há como nos defendermos, pois
muitos fatores nos impedem, como por exemplo, a controvérsia por sermos como
somos, com esta e aquela característica da personalidade, o que nos torna
suspeitos em potencial.
Todavia, mais difícil ainda, é
quando aqueles que amamos, aos quais somos leais, se voltam contra nós. Mesmo
em coisinhas simples do cotidiano. Uma guerra interior pode ser travada quando
não conseguimos expressar nossos pensamentos com clareza. Aquela pessoa que
pensávamos ser tão íntima, não fala mais a nossa linguagem. Aquele alguém que
sempre admiramos, parece sentir-se incomodado ou ferido por sabermos o que
sabemos, ou sermos quem somos. Em um relacionamento, o homem ou a mulher pode
querer se destacar por uma ou outra qualidade, porém não mais para
“impressionar” a pessoa amada, mas para não ficar “por baixo”. Como vencer essa
guerra interior, que por fora mais parece guerra de sexos? Voltemos à
história... (na próxima semana)
terça-feira, 11 de março de 2014
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Feliz 2014?
Desejar um “feliz ano novo” é um dos votos de muitas pessoas
em um fim de ano. Mas nem todos esperam por um novo ano mais feliz. Às vezes o
ano que está acabando irá embora sem deixar o mínimo de saudades. O sofrimento
pode ser tanto, que diferente de José - que encontrou um sentido no sofrimento
e, desse modo, não sucumbiu com tudo que lhe aconteceu “Vocês planejaram o mal
contra mim, mas Deus o tornou em bem” (José – Gênesis 50. 20a) – você não
encontra a esperança de novos tempos, porque não descobriu sentido em tudo que
o angustia.
O que fazer quando a vida nos lança para o “olho de um
furacão” ou o “meio de uma tempestade” sem sabermos a razão? Quando por longos
anos não vemos motivo algum para nosso sofrimento? Perguntamos a Deus, termina
o ano, e a resposta é o (aparente) silêncio...
Muitos profetas passaram por lutas por amor a Deus, e
morreram antes de ver realizada a tão esperada promessa do Messias. Apóstolos
morreram por serem fiéis a Jesus, foram perseguidos em sua fidelidade à fé e em
seu amor ao Salvador. Embora você se questione de muitas lutas nas quais está
batalhando todos os dias por ter sido fiel a Deus, por levar uma vida piedosa,
não se esqueça: Jesus sofreu sendo Perfeito em todas as coisas. Porém, há uma
verdade nisso tudo: Ele se alegrou no meio do sofrimento.
Jesus doou
Sua vida, e nisso ele sentiu prazer, sentiu a maior alegria que se pode ter.
Tanto que orou para que os seus discípulos a experimentassem também. Mesmo
sabendo que o momento de sua maior aflição se aproximava, sabendo tudo que iria
passar, continuava tão satisfeito com a Vontade do Pai, que para expressar o
que estava em seu coração buscou uma palavra que resumisse, não havia outra -
gozo. “Tenho vos dito estas coisas para que o meu gozo esteja em vós e o vosso
gozo seja completo” (João 15. 11); “Mas agora vou para junto de ti, e isto falo
no mundo para que eles tenham o meu gozo completo em si mesmos” (João 17. 13).
Sua agonia no Getsêmani era porque se aproximava aquilo que nós humanos nunca
poderemos compreender: Ele, que era totalmente puro e santo, iria receber na
cruz os pecados de toda a humanidade e perder a comunhão com o Pai. Quem como
Ele, ao anunciar-se tão hora angustiante, mesmo após afirmar a um de seus
amigos íntimos que sabia que esse amigo iria negá-lo três vezes e outro
chegaria ao ponto de traí-lo, poderia oferecer paz? “Deixo-vos a paz, a minha
paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem
se atemorize.” (João 14. 24). Que nos aproximemos dessa Verdade, confiemos no
amor do Pai, que exaltou a Jesus sobre todas as coisas e o fez humilhar a
mentira de Satanás de que não era possível ser obediente a Deus até a morte,
esvaziar-se e, ainda assim, ser feliz.
A humildade de Jesus, Sua confiança extrema no Pai e
submissão a Ele, mostrou de uma vez por todas, que a Vontade de Deus é boa, perfeita
e agradável. Através do ato autossacrifical de Jesus podemos também ter
comunhão com o Pai.
Se você ainda não sabe o sentido para todas as coisas que
aconteceram contigo durante 2013, ou tem acontecido há longos anos, confie no
Senhor. Seja fortalecido por Seu amor, e o mais especial, seja Grato a Deus. A
gratidão pela Graça imerecida é o segredo para alcançarmos o tesouro que esse
mundo não poderá corroer, traça nenhuma vai maculá-lo e a ferrugem não irá
destruí-lo. Deleite-se no Senhor, Ele realizará os desejos de Seu coração, pois
se deleitando n’Ele, alegrando-se em Seu lindo e perfeito caráter, teu coração
se encherá dos sonhos do Próprio Criador, você será fortalecido dia após dia
pela Esperança de poder contemplar Sua formosura. “Tu és mais formoso do que os
filhos dos homens; a graça se derramou em teus lábios; por isso Deus te
abençoou para sempre.” (Salmos 45. 2). Nossa recompensa é Ele. Os anos não irão
roubar essa certeza, não há maior alegria no universo que pertencer a Ele e
contemplar sua Beleza.
Que sua oração no romper de 2013 também seja “Senhor,
obrigada pelas dores e pelas lutas de 2013. E ainda que eu não saiba a razão de
cada uma delas, confio em Ti. Tu és lindo, e eu amo fazer parte de Seu Plano
Eterno”.
Que a verdadeira felicidade seja-lhe abundante nesse novo
ano.
Agora posso desejar: feliz 2014 para você!
Aliana Georgia C. Cerqueira
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
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